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PERGUNTAS FREQUENTES


O que é PET e qual sua fórmula molecular?
PET - Poli (tereftalato de etileno) é um poliéster da família dos polímeros conhecida desde a década de 30.   Foi somente em 1941, no entanto, a primeira síntese do polímero com alta massa molar, sendo que somente em 1942 a sua descoberta como fibra foi patenteada por J. R. Whinfield e J. T. Dickson. A sigla PET tem sido utilizada internacionalmente para designar esta resina, que também pode ser identificada nas embalagens pelo símbolo característico de identificação de plásticos, sendo o PET identificado com o número 1.

Sua fórmula molecular é: C 10H 8O 4

Como é obtido o PET?
O PET é obtido industrialmente por duas rotas químicas:
  • Transesterificação do dimetil-tereftalato (DMT) com etileno glicol: esta é uma rota mais antiga, usada devido à dificuldade que existia na obtenção do ácido com a pureza suficiente para a aplicação. Ainda hoje esta rota é utilizada por algumas empresas.
  • Esterificação direta do ácido tereftálico purificado (PTA) com etileno glicol (EG): é uma rota mais moderna, sendo preferida pelos maiores fabricantes de resina PET, talvez devido a uma melhor qualidade da resina obtida.
  • As substâncias reagem em alta temperatura e alta pressão para obter o PET amorfo. A resina então é cristalizada e polimerizada para aumentar seu peso molecular e sua viscosidade.
  • O ácido tereftálico, por sua vez, é obtido pela oxidação do paraxileno, enquanto o etileno glicol (MEG) é sintetizado a partir do etileno, sendo ambos produtos da indústria petroquímica, conforme representado na figura
Onde o PET é utilizado?
O PET é usado em: garrafas para bebidas, óleos comestíveis, molhos, temperos, produtos farmacêuticos, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, laminados para café, biscoitos, tampas, isotômeros, etc.
Qual a densidade do PET?
Densidade do PET: 1,335 - 1,455 g/cm³

Densidade bulk do PET: 0,85 - 0,88 g/cm³
Que certificações a M&G possui?
  • ISO 9001
  • ISO 14001
  • OHSAS 18001
  • Somos signatários do Programa Atuação Responsável da ABIQUIM.
  • Temos aprovação da Anvisa para uso da resina PET para fins alimentícios.
Como o PET é comercializado pela empresa?
A M&G comercializada a resina PET em:
big bags de 1060 e 1250kg.
a granel, em carretas-silo de 31.000kg e container-liner de 26.500kg.
Quais são as condições de processo do PET?
Para uma melhor processabilidade do produto é necessária a secagem de 4-6 horas do material a temperaturas de 160-175°C.
Normalmente as peças são injetadas a temperaturas de 260 a 295°C (dependendo do tipo de equipamento utilizado).
A rosca utilizada deve ser própria para PET. O molde deverá ser resfriado a 7-10°C, garantindo o preenchimento total da peça, sem cristalização. Ponto de orvalho do ar seco: < -30°C, preferencialmente < - 40°C.
Por que se deve secar o PET?
Porque o PET é um material higroscópico, que absorve água do meio ambiente.
A umidade dos grãos de PET pode atingir níveis elevados de até 0,6% em peso.
Se a resina for submetida à fusão com esses níveis de umidade, sofre uma rápida degradação (hidrolise), reduzindo o seu peso molecular, o que é refletido na perda da viscosidade intrínseca e conseqüentemente perdas de suas propriedades físicas. Portanto a secagem cuidadosa e controlada da resina é uma operação essencial antes de sua transformação.
O que é viscosidade intrínseca?
Entre as várias definições de viscosidade de solução, a viscosidade intrínseca (VI) é a mais útil por ser diretamente proporcional ao peso molecular. Portanto, o valor da VI é uma medida indireta do peso molecular do polímero.
Fisicamente, a VI descreve a habilidade do polímero em aumentar a viscosidade do solvente na ausência de qualquer interação intermolecular.
È determinada usualmente pela comparação das medidas do tempo de escoamento da solução do polímero com o tempo de escoamento do solvente puro num mesmo capilar a uma temperatura constante e previamente estipulada.
Quanto maior a VI maior será o tamanho das cadeias moleculares e maior será a chance de poder trabalhar mecanicamente o polímero durante a fase de injeção e sopro das embalagens.
O que é acetaldeído?
Acetaldeído é uma substância incolor, volátil, não tóxica, com odor e gosto típicos de frutas.
È um subproduto da degradação térmica do PET. Ele é formado quando a resina é submetida a altas temperaturas.
A preocupação com a presença do acetaldeído nas embalagens se deve à alteração de gosto que este pode causar no produto embalado.
Como é o processo de injeção e sopro do PET?
Através de máquinas denominadas injetoras, o PET é injetado e resfriado no formato de uma preforma. Esta preforma pode então ser reaquecida para ser estirada e soprada, formando a garrafa. Este processo, quando utilizado no PET, faz com que a parede da garrafa seja formada por uma fina camada de material biaxialmente orientada, o que é responsável pelas propriedades mecânicas e de barreira a gases necessárias para o envase dos carbonatados. Atualmente existem dois tipos diferentes de processo, em relação á cadência entre as etapas de injeção da preforma e o sopro da garrafa, são os processos de ciclo quente (ou “de 1 estágio”) e o processo de ciclo frio (ou “de 2 estágios”):
  • Processo de ciclo quente: a resina PET é seca, plastificada (fundida) e através de processo de injeção se transforma em preformas. Estas preformas são injetadas num primeiro molde, e passam ao estado vítreo (abaixo da temperatura de cristalização) durante a transferência para uma segunda estação, na qual são novamente levadas para uma temperatura de estado termoelástico. Segue-se a transferência instantânea para a estação de estiramento/sopro, onde são moldadas as garrafas. Este processo é todo realizado em uma única máquina.
  • Processo de ciclo frio: processamento em duas máquinas, onde a primeira é uma injetora, alimentada com a resina PET previamente seca, produz preformas que são resfriadas até uma temperatura próxima da temperatura ambiente.   É essencial garantir o resfriamento rápido das preformas, deixando-as no estado vítreo imediatamente após a injeção. Estas preformas podem ser estocadas e depois, quando convier, alimentadas em uma segunda máquina: a sopradora. Nesta máquina, as preformas são aquecidas em condições controladas, em fornos de luz infravermelho de forma a atingir o estado termoelástico e sopradas em moldes com cavidades da embalagem que se deseja.